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Coco always Chanel

Arrepio. Depois, inveja, insignificância – tudo isto enquanto os pêlos dos braços se voltavam a levantar. É arrepiante perceber a vida de Gabrielle Chanel.

Como é que alguém cria assim? Que processo? Que metodologia? Que inspiração? Para a última ainda há a possibilidade dos pescadores bruxuleantes que içavam a rede de pesca às riscas azuis e brancas; a necessidade de conforto; o despojar das formas, melhor, o potencializar das formas, do mistério, do implícito.

Ora, mas que mulher! Que ser capaz de ultrapassar aquilo que a rodeava. Pergunto-me vezes sem conta enquanto ainda tinha Audrey Tautou a olhar para mim.

A conversa e os motivos da treta é esquecê-los. Se era magra, baixa, se gostava de pessoas ou só de homens. Questiono-me vezes sem conta. Arrepio-me. Onde é  que ela foi buscar aquela simplicidade? Porquê?

A recusa social é perceptível. Rapariga pobre, criado num orfanato, descrente no amor. Agora em moda?

[Curioso, vinha de metro enquanto escrevia e na tentativa de descobrir uma música que me agradasse percebi que a tarefa se revelou bem mais árdua do que aquilo que eu pensava. Desliguei-o]

Desconforto. “A pele é o mais belo dos corpos” decorei eu e a Audrey. Incomoda-me. Invejo a forma como ela criava. Mais do que se inquietar, Gabrielle, rejeitava quase violentamente aquilo que  via pendurado nas outras mulheres; cobiçava os tecidos que envolviam os outros só porque era inteligente. E culta, meu Deus!

Mais do que aproveitar, ela conseguia transformar as peças, dava-lhes uma outra vida, outra alma. Espírito inquietante, pensativo, biografia viciante. Fiquei com sede de coco.

Nervosa. Desconfortável.

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Brevemente: Coco Avant Chanel

[Curiosidade, ansiedade e mais alguns sentimentos terminados em ade. Está a chegar]

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Moda Sustentável

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Deixou de ser moda para ser um dado adquirido, assim ao género da roupa interior. Não há empresa, companhia, individual ou colectiva, que não tenha uma causa ecológica. O futuro tem que ser sustentável. A moda tem que ser sustentável. Cuidado com os tecidos, o local onde as peças são confeccionadas, todos os materiais utilizados, ou até os conceitos. Pecam-se na fauna extinta e levam-se as causas ambientais para as passerelles.

Na rua vêem-se blusas reutilizadas, saias feitas de gravatas velhas, acessórios com restos de tecidos, enfim, uma infinidade de coisas que são construídas com baixos custos e tendo a máxima dos três R como principal princípio: reutilizar, reciclar, reduzir.

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Get the Special Magazine!

capa_28[Umbigo. Digo e depois sigo pelos púbicos abaixo. acho que encontrei ]

O artigo sobre Origami foi dos artigos que mais me deu gozo a escrever. Espero que sintam o mesmo quando o lerem. Comprem a revista. É um pedaço de arte.

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Stephen Jones: the Hats

At the beginning of the 20th century, individual milliners turned the simple  hat shop into an exclusive space that enhanced  their signature styles. This “salon” environment,  similar to that of haute couture dress  houses, offered the costumer an intimate place to view, try and buy elegantly displayed hats.

The sources of inspiration are unending – and often surprising. Hats are unconstrained by the need for fastenings or neck holes, sleeves or soles, opening a door of fashion possibilities. Architecture and geometry can inspire carefully built  miniature millinery structures. Travel, a notion of exoticism or a particular place can all spark the maker’s imagination – London, for instance, a city of tubes, taxis,palaces, policemen and street styles.

When the right client meets the right hat, the wearing begins. On the hat’s journey – from initial inspiration, through construction, to the salon where it is tried and chosen – it is the client who ultimately gives it life and launches it into the world.

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[À socapa lá consegui tirar uma fotografia]

      O uso de chapéus não é para quem quer, é para quem pode. Atenção ao rosto ou às formas da própria cabeça. Esqueça-se a fisionomia facial e foque-se no estilo. Os chapéus andaram perdidos no tempo. Até à década de 70 sempre se viram muitos chapéus – entenda-se como parte do campo lexical dos bonés aos boleros –  depois desapareceram um pouco. É um acessório inteligente. Faz maravilhas em determinados outfits mas tem igualmente o poder de fazer estragos enormes. Há realmente chapéus fantásticos.

Na exposição organizada por Stephen Jones havia de tudo. Uma mão cheia de materiais: plástico, verga, velcro, tecido, cartão. Simples, estruturais, em pilha,  justos à nuca. Podemos usar o mundo na cabeça.

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