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Frida Kahlo

É a mexicana magoada que se auto pinta. Dos vermelhos e laranjas do comunismo de Trosky. Do romance ilícito que tiveram juntos.

Frida Kahlo, a apaixonada por Diego Riviera. A que faz ter vontade de vestir saias rodadas e compridas. Frida. A mulher doente que também gostava de mulheres. Até nisso ela nos influenciou; agora,  gostamos de pessoas.

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A mestiçagem dos seus traços dava-lhe um ar sensual e apetitoso. O verde seco de um dos seus auto-retratos é o mesmo verde que vemos em várias capas de revistas. O branco das suas camisas largas. Os coletes masculinos da sua febre partidária. O aparelho na cervical lembra a forma escultural que hoje tanto procuramos.

Quando não são os seus quadros, é a vida de Frida Kahlo que nos inspira. As cores fortes da sua casa: o azul, o cereja, o verde, o amarelo. Cores fortes e decididas. Arrebatoras. Os seus acessórios metalizados constroem parte do conjunto do hippy chic que se revive. As flores também são nítidas e bem desenhadas. A maquilhagem pinta-se numa lábio vermelho e um corar cor de rosa.

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E o preto.

As feridas de Frida Kahlo sempre envolvidas num pano branco enquanto o seu corpo se deformava naquela cama. O lenço preto a cobrir os momentos de dor e de amor. O negro do seu cabelo contrastava com as cores e as emoções que ilustraram a sua vida. O preto que a trouxe do surrealismo do inicio do séc. XIX e a levou até nós, ao negro dos nossos dias.

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