Tag Archives: Fotografia

Issue of desire!

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[Tenho saudades de fotografar]

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Um dia na Mixlândia – SuperWoman

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 A mulher-poder. De vestido de super-homem. Com uma super-esperança. Ela supera a crise: de negro, a crise continua ali mas foi superada. O super-poder da imaginação ganhou a crise.

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Um dia na Mixlândia – Azuis Alegres

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     O azul alegre. O azulão que rima com coração. As duas de azuis e a crise, de preto. Alegres, não vêem a crise; ela não incomodá-las. O azul esperança dá-lhes imunidade. Uma de vestido e meias azuis, sorridente.

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      A outra, meio distraída, de casaco azul e leggings acaba por ser render à alegria. Depois há a alegria.

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Um dia na Mixlândia

     Há mulheres meio-perdidas. Meio vigilantes. Já não apanham o cabelo, quase pintam as unhas; vão secando enquanto fumam.

martacasadali

martacasa

     A camisa é trabalhada, vintage, linda. De cinzento velho, elegante. A saia de bolas é dos anos 50’s.

martafumo

martav

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Um dia na Mixlândia – Sombra

E a sombra. De preto. É a sombra porque há a crise. Sempre presente.

carina

[My lovely sister]

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Um dia na Mixlândia

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         Há coisas esquisitas em dias bonitos. Os domingos são sempre dias bonitos. Mesmo quando há uma crise financeira. Mesmo quando o azul é a cor da esperança . Esqueça-se o verde. é o aleluia ao Azul.

jocarina

jocarinaii

joii

jooculos

jopose

josorriso

       A blusa é materna dos tempos angolanos. As carambolas são só berlindes gigantes. Phones a lembrar a Christina Aguilera.

joamores

      Há meninas quase rebeldes de roxo, de púrpura, de lilás, de violeta. Os óculos são uns perdidos; vieram de terra de sua magestade e foram pintados por indianos ou argelinos. Os calções foram baratos, cómodos e de praia.

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Miss and Mister Death

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Amanheceu há pouco.

São 8horas da manha, um pouco mais talvez. Ela voltou muitas vezes aquela casa de banho. Nervosa, ansiosa, mais nervosa; mãos suadas. Também havia ansiedade. Ela cuidou-se na noite anterior; procurou a melhor indumentária; vestiu o casaco preferido que a avó lhe tinha dado. Os ganchos que lhe apanham o cabelo foram postos pelas amigas, na galhofa, na risada infantil. A noite foi agitada, longa, muito longa. E ela sempre à espera. Com a sua melhor roupa de noites de Inverno: as collants roxas compradas de propósito para a ocasião, a saia cor de vinho em veludo da amiga Maria, o repetido casaco vintage com plumas trazidas pela repetida avó e as luvas compridas porque estava frio ontem. Ah! E o repetido cabelo penteado pelas amigas solidárias. Ela esperou. Esperou muito. Esperou como nunca foi possível alguém esperar. Ela esgotou o verbo esperar. As mãos suavam. O rosto ia corando, às vezes demais pela fúria, outras pelas lágrimas que ganhavam vida. E ela continuava a esperar. Estávamos em 90’s e esperava-se por tudo, ora pela internet pelo fio do telefone, pelo fim da guerra em Angola, pelas viagens low-cost, por uma moeda única. Espera-se enquanto dinheiro era deitado ao chão.
Tal como ela viu fazerem durante toda a noite. Enquanto ela esperava, havia, impacientemente, quem tirasse notas para o chão a reclamar um alívio urinário. Foram deitando; juntamente com caricas, preservativos, coisas da noite.
E ele ali. Perdido de amores. Sozinho na sua busca. Com a sua melhor roupa – as calças riscadas pretas, o blazer comprido feito à medida pelo alfaiate da tia. Ele até pós o seu chapéu da sorte. A centímetros  e  ela a esperar por algo que julgava a quilómetros. E ele ali.

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